O CHORO NOTURNO DA VIDEIRA

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A noite cai implacável e, sorrateira, alimenta tacitamente meus medos, anseios e delírios.

Desejo que a taça do vinho que me serves, dilua a angústia do prazer que me roubas.

Sem perspectiva, arranco da lua a paz que só encontro quando amanhece. 

Da vida, só espero o silêncio do instante.

Da noite, o frio que seca impiedosamente as lágrimas não derramadas.

De você, minh’alma arrancada a golpes de ironia.

Do vinho, a complexa companhia da simplicidade.

E isso é tudo que ofereço a ti, antes de me esconder de mim mesmo, ou abandonar o eu que nem cheguei a tentar sonhar.


2 comentários sobre “O CHORO NOTURNO DA VIDEIRA

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