O Choro

foto_choroE assim, fez-se o CHORO DA VIDEIRA. 
Fez-se, na perda da seiva, a serenidade do recomeço. 
Mas não se ouviu o refúgio, nem a palidez do desencontro. 
Não se tentou a calmaria tensa da ausência, muito menos a equivocada transferência da culpa. 
Fez-se, somente e tão solitário, o CHORO DA VIDEIRA. 
E, na arte do seu desconhecimento, fez-se broto, flor e uva. 
E, sem saber da espera, fez-se agosto, fez-se mosto, fez-se vinho.


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